Mais de metade das empresas Portuguesas pretende aumentar investimento em mobilidade em 2014

  • O estudo Mobility Survey 2014 incidiu sobre as tendências de mobilidade nas empresas nacionais
  • Entre as principais conclusões está o aumento ou a manutenção do orçamento disponível face a 2013 e a admissão de que a abordagem face a esta área continua a ser reativa

No estudo  conclui-se que a grande maioria das empresas continua a adotar abordagens tradicionais face a iniciativas de mobilidade ou de projetos de implementação de soluções de mobilidade na infraestrutura da companhia. Quase setenta por cento (69%) dos inquiridos confessam ter uma abordagem tradicional, em que a mobilidade é adotada apenas como resposta ao que o mercado procura, face a 31%, que aposta em inovadoras iniciativas de mobilidade, antecipando necessidades do mercado, e envolvendo-se, por exemplo, no desenvolvimento e implementação de aplicações móveis. De resto, apenas um dos inquiridos refere a mobilidade como principal preocupação na sua organização, muito embora, de um total de 49 entrevistados, 13 coloquem a mobilidade no Top 3 de prioridades (27%) e 17 a refiram como uma das principais 5 preocupações (35%).

Mobilidade 1

Mais de metade das empresas consultadas (57%) refere ter uma estratégia de mobilidade implementada. Esta decisão tem que ver maioritariamente com imposições do setor de negócio onde estão envolvidas (90%), assim como com necessidades relacionadas com os clientes (60%), indicações do departamento de TI (30%), necessidades dos colaboradores (32%) ou dos fornecedores (4%) ou, por fim, aspetos ligados à concorrência (8%).

O estudo avaliou ainda os recursos e competências necessários na equipa de mobilidade das empresas inquiridas, uma área onde ainda há algum trabalho pela frente. 24 dos entrevistados sublinharam ter a equipa de mobilidade completa e pronta a trabalhar para tirar proveito das vantagens oferecidas pelo ambiente móvel (49%). 21 das empresas referem terem ainda recursos em formação (43%) e as restantes 4 admitem estarem a recrutar novas competências para a área da mobilidade (8%), nomeadamente em áreas como Web Design, Web programming e desenvolvimento. De resto, o investimento em tecnologia e competências pessoais de mobilidade não parece ser alvo de particular análise de indicadores por parte das empresas. Apenas 22 das 49 empresas afirmam ter KPIs definidos para monitorizar os investimentos em mobilidade, e, dessas, 15 explicam que os KPIs se destinam somente à medição de taxas de adoção internas e externas. Mais de metade – 55% – não tem KPIs definidos. Ainda assim, quase todas as empresas vão em 2014 aumentar (55%) ou manter (43%) o orçamento disponível para investimento em mobilidade face a 2013. Apenas uma das empresas vai reduzir o valor disponível para investimentos nesta área.

Quando analisando a penetração de políticas BYOD em Portugal, a grande maioria dos dispositivos são da empresa (43%), muito embora haja uma percentagem importante referente a organizações onde os dispositivos são maioritariamente da empresa mas onde é permitida a utilização de dispositivos pessoais (41%). Apenas 6% das organizações têm uma política BYOD implementada.

Questionados acerca dos serviços/aplicações móveis mais utilizadas na empresa, os inquiridos estabeleceram uma clara ordem de prioridades. Em primeiro lugar, é o acesso ao E-mail que aparece como serviço mais usado (92%), seguido de ferramentas de colaboração (47%), suporte às vendas (34,5%) e suporte ao cliente (34,5%). Depois, podem encontrar-se as ferramentas de consulta e edição de documentos (32,5%), ferramentas de ERP (22,5%) e de CRM (20,5%).

Mobilidade 2

Analisando o que as empresas consideram ser os principais benefícios da implementação de mediadas e iniciativas de mobilidade, o estudo conclui o seguinte:

– A redução dos tempos de resposta e de decisão (83,5%) é a vantagem mais vezes evidenciada pelos entrevistados,seguida do aumento de produtividade (75,5%) e do aumento dos níveis de satisfação dos clientes (50%).

– Também a redução de custos de negócio (38,7%), o aumento da partilha e dos níveis de engagement dos colaboradores (36,5%) e o aumento geral do índice de competitividade da empresa (32,5%) são argumentos muitas vezes utilizados pelos inquiridos, deixando para último benefícios como o aumento de vendas (12%) ou a melhoria na relação com fornecedores (8%).

Os resultados do estudo alertam ainda para s desafios da mobilidade ao evidenciar que 47% dos inquiridos já sofreu algum tipo de perda decorrente da mobilidade. 45% verifica perda de confiança do cliente e 32,5% perdas reputacionais da marca. Já cerca de 22,5% dos inquiridos indica ter mesmo aumento dos custos de negócio e 20,5% ter tido custos inesperados de integração da mobilidade com legacy systems. Com valores menos significativos temos ainda: perdas de produtividade (6%), perdas de competitividade (2%), perdas de dados corporativos ou de parceiros (2%), custos com compliance (8%) e redução de motivação de colaboradores (3%).

Esta foi uma hipótese de estudar as estratégias das empresas nacionais face à mobilidade e criar alguma consciência a nível nacional para aspetos aqui abordados. Uma das principais conclusões tem que ver com o facto de grande parte das empresas não terem ainda KPIs definidos que lhes permitam de facto avaliar os investimentos feitos em mobilidade. Com os custos e perdas que foram também referidos pelos inquiridos, é preocupante que apenas 14% das empresas tenha KPIs bem definidos para a mobilidade.

Consulte aqui a Infografia.

O estudo incidiu em entrevistas online a um total de 49 responsáveis nacionais, representando diferentes indústrias e setores de atividade, recolhidas entre 13 de maio e 4 de julho do presente ano.

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